Archive for novembro, 2008

XIII

Amor, a vida é uma valsa,
dancemos conforme a música
que toca na pele e n’alma,
na tez da manhã augusta.

No banho de sol que abrasa
o peito e até na angústia
do tempo que nos escapa
veloz e no que inda pulsa.

No desejo que transpassa
nossa couraça e dá voz
ao corpo, frágil argamassa

Da existência. Na foz
Onde se misturam as águas
Do que [...]

domingo, novembro 30th, 2008

XII

(…Que dias há que n’alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.)
                                   Luís de Camões
 
 
Às vezes faltam palavras,
a alma fica em silêncio,
o vento arrepia as palmas
lá fora e os sentimentos
não se fixam, vão embora,
a solidão é senhora
do [...]

sábado, novembro 29th, 2008

XI

(Não existe fórmula, não há verbo mágico, poção de história, invenção, memória. É só seguir o rastro do que te escapa. Ricto de dor guardada no armário, trancada a chave no cofre profano de tua alma…)
 
Por que não és feliz eternamente? Por que o que tens não é suficiente? Por que o que és não basta? Porque queres [...]

sexta-feira, novembro 28th, 2008

X

De tudo o que virá e o que já fui
Guardarei versos, pois que a vida é excesso
E o poema há de captar a luz
E espantar a treva, em seu reverso.
Guardarei versos das manhãs azuis,
Do mar sereno, do amor descoberto,
Dos bons momentos, da fé que os traduz,
De tudo o que é efêmero e é eterno.
Também da [...]

terça-feira, novembro 25th, 2008

IX

Calar (fragmento)
Engenho e arte busca o verso triste, na clara manhã. E a clara alegria, pois que a dor transmuta o sol que existe em lodo e inunda o escopo da poesia.

terça-feira, novembro 25th, 2008

VIII

Céu
Dentro do peito um tumulto,
Confusão de devaneios,
E a vida pulsa lá fora,
Plácida em seu passeio
Pela manhã ignara.
A vida numa seara
De plenitude e enleio,
Empresta graça, esplendor,
Ao pouso de um beija-flor
No bouganville vermelho.
A vida, sábia senhora.
Quão belo é vê-la no esteio
De meu quarto, em derredor,
No silêncio onde semeio
As formas todas do amor.
A vida no estupor
De ver surgir [...]

terça-feira, novembro 25th, 2008

VII

Céu II
Dentro do peito um tumulto,
Confusão e devaneio,
E a vida pulsa lá fora,
Plácida em seu passeio
Pela manhã ignara.
A vida numa seara
De plenitude e enleio,
Empresta graça, fulgor,
Ao pouso de um beija-flor
No bouganville vermelho.
A vida, sábia senhora.
Belo é vê-la em desenleio
Em meu quarto, em derredor,
No silêncio onde semeio
As formas todas do amor.
A vida no esplendor
De ver surgir [...]

terça-feira, novembro 25th, 2008

VI

A quilômetros por hora, a vida flui no asfalto seguindo os passos do pensamento. O tempo é um rio ininterrupto levando correnteza afora hoje e memória rumo ao futuro. Amanhã terá mudado o fluxo de nossa trajetória? Cobrirão as águas do oceano os descaminhos da história? Um novo mundo surgirá do fim do mundo? Quem [...]

terça-feira, novembro 25th, 2008