VII
Céu II
Dentro do peito um tumulto,
Confusão e devaneio,
E a vida pulsa lá fora,
Plácida em seu passeio
Pela manhã ignara.
A vida numa seara
De plenitude e enleio,
Empresta graça, fulgor,
Ao pouso de um beija-flor
No bouganville vermelho.
A vida, sábia senhora.
Belo é vê-la em desenleio
Em meu quarto, em derredor,
No silêncio onde semeio
As formas todas do amor.
A vida no esplendor
De ver surgir do vapor,
Em versos que aos céus proclamas,
A chama do gênio teu,
Fernando Mendes Vianna.
(Versão com a generosa contribuição de Tânia Mendes Vianna)











