XXXVII

 

Romance

 

Quisera o amor durasse para sempre

e a vida fosse um estado permanente

de se encantar. Quisera amar

impreterivelmente, manifestar

 

O amor, e tão somente cantá-lo,

do nascer ao sol se pôr. E quando

enfim a noite anunciasse o rito

de passagem, tão contente iria eu

 

De exaltar o amor, que cantaria

a morte por transpor o corpo

transitório e, permanente,

a alma elevaria em seu louvor.

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