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Alexandrinos
Vou inscrever versos de amor numa parábola.
Vou tatuar meu corpo com a palavra amor.
Vou confessar o amor da aurora à alvorada
E vos rireis de mim, depois exaltareis
Em mim tamanha chama, tamanho ardor.
Vou professar o amor dos loucos, suicidas,
Dos que não suportaram a perda do amor.
Vou venerar o amor heróico da Ilíada.
Penépole da poesia, escreverei
Cartas de amor durante o dia e, à noite,
Apagarei, só para então recomeçá-las
Novas, nascidas na manhã de um novo dia.
* Os versos alexandrinos remontam, segundo alguns dicionários, a uma obra francesa do século XII chamada Le Roman d’Alexandre, e caracterizam-se por terem doze sílabas poéticas. Já os dicionários da língua espanhola - apesar de apontarem para a mesma origem – consideram que os versos alexandrinos contêm catorze sílabas gramaticais.











