CLXII
Sobre o abandono
Debaixo da ponte, duas mulheres e uma menina tomam sol para passar o frio. Sua casa é o relento, penso, ao olhar de relance a lona preta a lhes servir de leito. Lá fora, faz um frio seco e um esplêndido sol brilha no céu sem uma nuvem do planalto. Do outro lado da ponte, a luz ilumina os jardins assépticos das mansões. Quem decidiu a sorte dos que estão de um e do outro lado dos portões? Ao cancro da conformação, prefiro o sangramento, escrevo, e que meu verbo hemorrágico destile o veneno da dor da deserção no meu e no teu coração.












abril 28th, 2009 at 20:17
Penso que independentemente do lado em que se esteja, é importante perguntar não quem decidiu a colocaçãom mas, e principalmente a condição mental de cada um. Nem sempre é mais feliz e gente quem está do lado de dentro das mansões…
abril 28th, 2009 at 20:19
A felicidade está onde nós a pomos mas nós nunca nos pomos onde ela está.(desconheço o autor da frase).