CLXXXIX
An English Sonet
Foi William Shakespeare – o gênio da tragédia moderna, autor de obras primas da literatura universal como Hamlet, Romeu e Julieta e Othelo - quem imortalizou essa forma de soneto, pensei, assim que terminei de compor meu primeiro poema em outra língua, o inglês, idioma que – confesso - sequer domino bem.
O soneto, da forma como se conhece hoje, é composto por 14 versos, e pode ser apresentado em três formas de distribuição dos versos: o soneto italiano ou petrarquiano, com duas estrofes de 4 versos (quartetos) e duas de 3 (tercetos); o soneto inglês ou shakespeareano, com três quartetos e um dístico; e o soneto monostrófico, que apresenta uma única estrofe de 14 versos. Atribui-se sua criação a Giacomo Notaroum, poeta do século XIII, da Sicília, na época da corte de Frederico II.
Como são mágicos e estranhos os caminhos da poesia, disse para mim mesma, ao terminar o texto. A coisa me veio como uma espécie de mensagem soprada por algum poeta de língua inglesa, a praticar seu ofício nos campos elísios da eternidade. De repente, abre-se um portal no tempo e a comunicação acontece.
Guardei o poema numa gaveta, por mais de um ano, e eis que ele ressurge na tela do computador, com uma inequívoca sensação de urgência, e que me leva a postá-lo exatamente hoje, nas páginas desse livro-blog, como a última mensagem de um diário que – durante 180 dias ininterruptos - expôs a ti, leitor imaginário, as entranhas de minha alma incendiada. Que esse Diário da Poesia em Combustão tenha tocado tua alma como tocou a minha e se de alguma forma nos tiver tornado um pouco mais próximos, solidários às dores e delícias que irmanam nossa frágil humanidade, terá cumprido enfim sua missão. Esse poema é meu ou de um dos membros da grande academia dos poetas mortos, da qual um dia farei parte? Confesso que não sei a resposta. Mas eis aqui o soneto, que ofereço, agora, a tua inestimável apreciação:
I love the sun and so the blue sky,
The yellow trees around the road
And I’m afraid because the night,
It’s coming soon and it’s so cold.
So, Baby, why don’t you come in
And guide my soul and light my eyes.
Sorry, I don’t mind if you’re not staying
After the sunny day arrives.
Baby, if the day comes I am just fine,
So farway I can go on
But don’t forget the dark wave
And loneliness that comes along,
Frightenning the dusk and so do I,
So hold me Baby all through the night.












maio 25th, 2009 at 20:46
O primeiro passo, um salto no escuro,
e uma sensação indescritível de liberdade…
A largada foi dada no dia 25/11/08, ainda meio sem regras, sem meta.
Mas com a cara e a coragem que só uma paraibana tem: enfrentando seus
medos, seus sonhos, seus limites e frustrações.
E colhendo saborosas vitórias, novos amigos e apaixonados leitores.
O caminho foi longo – 180 dias ininterruptos – mas a jornada (creio)
consolidou uma verdade: somos privilegiados pela oportunidade de
compartilhar momentos raros e especiais, divinamente revelados pela
linguagem melódica/musical dos versos e textos de Amneres. O meu único
AMOR !!
maio 25th, 2009 at 21:35
Como leitora apaixonada, como amiga, admiradora da sua coragem de se desnudar, rendo aqui minhas homenagens a você e a seu trabalho. Trabalho que nos encanta, nos enternece, nos faz pensar.
Sou uma privilegiada, como disse Marco Antônio em seu comentário. Partilhar seus textos e sua poesia é mais do que um privilégio: é um presente dos deuses aos simples mortais. Abreijos com muito afeto e votos de voos cada vez mais altos. Ana Maria
maio 25th, 2009 at 21:36
Como leitora apaixonada, como amiga, admiradora da sua coragem de se desnudar, rendo aqui minhas homenagens a você e a seu trabalho. Trabalho que nos encanta, nos enternece, nos faz pensar.
Partilhar seus textos e sua poesia é mais do que um privilégio: é um presente dos deuses aos simples mortais. Abreijos com muito afeto e votos de voos cada vez mais altos. Ana Maria