Hoje – ó leitor imaginário -, dou uma pausa em nossa viagem para recuperar o fôlego e traçar a rota de novos textos a serem escritos para teu deleite e consideração. Deixo-te aqui os 36 poemas que compuseram o Poesia em Tempo Real (Parte I) para que os revisite quando quiseres. Só tua leitura me alimenta a alma e o coração, por isso, peço-te licença para o descanso, a contemplação e a reflexão – minha e tua – e solenemente te prometo para breve meu retorno a esse blog, com o Poesia em Tempo Real (Parte II). E para despedir-me (quiçá só por uns dias), deixo-te de presente essa reflexão que acabo de escrever sobre o mistério da Imaculada Conceição da Virgem Maria:
Penso na Divindade de Maria e em Paulo Coelho – o premiado escritor -, que revelou-me em sonhos existirem, no mundo inteiro, legiões de adeptos dessa idéia. És Divina, Senhora, pois de nenhuma pecadora – como eu – nasceria Ele, o filho unigênito de Deus, o próprio Deus feito Homem – reflito, quase dois anos depois de ter tido o sonho e lido o livro. As coisas da fé são assim. Exigem tempo de maturação para que a mente se abra aos mistérios do Criador e da criação, aos mistérios do Verbo feito Carne. Foi o Papa Pio IX quem proclamou o Dogma da Imaculada Conceição, em sua bula Ineffabilis Deus, no ano de 1854. Quatro anos depois, em 1858, na vila francesa de Lourdes, a própria Virgem Maria proclama, em uma de suas aparições a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous, que assim o relatou: “uma mulher vestida de branco com um cinto azul de onde pendia um rosário, aureolada por uma luz sobrenatural, que lhe dizia: “Eu sou a Imaculada Conceição” (aparição de 25 de março de 1858). E no entanto, somente hoje, 156 anos depois, minha mente imperfeita compreende a beleza e a verdade desse mistério que ora divido contigo, meu amado e virtuoso leitor, para que te ilumine, como a mim iluminou.
* A Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha (mácula em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus, em 8 de Dezembro de 1854.
* Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei é o nome do livro do escritor Paulo Coelho, lançado em 1994.
27 maio , 2010 | Autora Amneres | 1 Comment »